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Balanço da Daikin sobre o coronavírus: “Toda a fábrica modificada em dois dias”

A crise do Coronavírus está a afetar o nosso dia a dia e as empresas. Saiba mais sobre as medidas que estamos a adotar para mantermos a nossa fábrica de Ostend a funcionar e os nossos funcionários em segurança numa entrevista que o vice-presidente Wim De Schacht deu no início do mês.

Uma distância inferior a 1,5 metros? Na Daikin em Ostend, não. “Toda a fábrica foi modificada em dois dias. Também continuamos a fazer modificações com base na experiência adquirida e nas informações de outras empresas” afirma o Vice-presidente Wim De Schacht.

Qual é o impacto da crise do coronavírus na vossa empresa?

“Assim que o governo anunciou as medidas de distanciamento social, a fábrica em Ostend fechou durante dois dias para podermos modificar tudo”, de acordo com Wim De Schacht.

“Entre outras coisas, os corredores foram organizados de forma a terem apenas uma direção, para que as pessoas não tenham de se cruzar. Qualquer pessoa que queira utilizar os vestiários tem de tirar uma senha e a quantidade de senhas corresponde ao número de pessoas que podem estar no interior da divisão em segurança.

Outros turnos de trabalho começam de manhã e à tarde. Quando os funcionários chegam, recebem luvas. Após cada turno, todos os materiais são descontaminados, desde as chaves de fendas aos painéis de controlo.

Todos os funcionários doentes são monitorizados. Os funcionários com sintomas que possam indicar a presença do coronavírus têm de ficar em casa. Isto aplica-se mesmo se, em princípio, o médico declarar que podem regressar ao trabalho. Permitimos que alguém que tenha testado positivo fique em casa durante mais de 14 dias. Também monitorizamos o número de pessoas doentes em cada departamento.”

É fácil cumprir as normas de distanciamento social?

“É preciso haver disciplina. Redigimos um manual de saúde para que todos saibam o que têm de fazer. Também encarregámos funcionários de verificar se as novas normas estão a ser respeitadas, uma vez que adaptar rapidamente o comportamento a uma nova realidade nem sempre é fácil. No entanto, tentamos dar um novo passo na direção certa a cada dia para que tudo corra ainda melhor.”

Qual é a vossa maior preocupação atualmente?

“Temos 12 fábricas na Europa. A maioria está a funcionar a 70 a 80% da capacidade. Devido às medidas tomadas, por enquanto, a fábrica de Ostend está a funcionar apenas a 30% da capacidade. Continuamos a conseguir responder à procura dos nossos produtos porque esta desceu em cerca de 20% e ainda tínhamos stock disponível.

Contudo, gostaríamos de aumentar a capacidade para 60%, por fases, ao longo das próximas três semanas. Esperamos apenas que não haja picos e baixas, com o governo a relaxar as medidas e, subitamente, a ter de apertá-las novamente.

Anunciar um confinamento desta forma seria desastroso. Por isso, precisamos de nos virar para inovações que mantenham a economia a funcionar. Por exemplo, podemos separar a empresa em zonas e ativá-las para podermos continuar a trabalhar durante uma nova vaga.”

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O que pode o governo fazer melhor?

“Seria bom se houvesse uma espécie de norma ISO para as medidas de distanciamento social, para que fosse claro se um local de trabalho é seguro e se está a cumprir as regras previstas.

Mesmo se encontrarem uma vacina, acreditamos que os novos comportamentos de higiene e distanciamento serão mantidos. Por conseguinte, consideramos que muitos dos ajustes tornar-se-ão estruturais. O aspeto positivo desta situação é que estaremos preparados para epidemias futuras.

Além disso, é necessário efetuar mais testes em pessoas que tiveram o coronavírus e que são imunes. Apoiamos as medidas governamentais, mas é necessário limitar os danos colaterais. Especialmente após meses de impacto.”

Como vê o futuro?

“Acreditamos que sentiremos os efeitos negativos até dezembro deste ano, devido à diminuição da procura. Por esse motivo, não contamos com uma recuperação real até 2021.”

Este artigo é uma tradução de: voka.be

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